Investimentos
Falência do LSH Barra não trouxe prejuízo adicional, diz SERPROS
14 de julho de 2026
Em nota de esclarecimento, enviada em 9 de julho último, o SERPROS informou aos participantes que "a decretação da falência do LSH Barra não gerou qualquer prejuízo ao Serpros, posto que não se detinha mais participação no FIP".
A resposta veio para comentar as recentes matérias veiculadas na mídia dando conta da decretação de falência da LSH Barra Empreendimentos Imobiliários pela Justiça do Rio de Janeiro, empresa que teve como CEO Paulo Figueiredo e que ficou conhecida por anunciar a construção de um hotel da rede de Donald Trump na Barra da Tijuca. O SERPROS investiu, à época, R$ 56,97 milhões no empreendimento.
Fundos de previdência
A decisão colocou um ponto final em um empreendimento que nunca entregou o retorno prometido aos investidores e deixou um prejuízo estimado, em valores corrigidos, em aproximadamente R$ 400 milhões para fundos de pensão e institutos de previdência que financiaram o projeto.
Entre 2014 e 2016, o Fundo de Investimentos e Participações (FIP) LSH recebeu aportes de dez Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), incluindo os fundos de Tocantins, Campinas e Campos dos Goytacazes. O SERPROS também investiu quase R$ 57 milhões no negócio.
Situação do SERPROS
A nota do SERPROS esclarece que "recentemente, em 26 de junho de 2026, o Serpros divulgou comunicado aos participantes para registrar uma conquista positiva para os planos de benefícios: a alienação, previamente realizada, da participação de 23% detida no FIP LSH evitou que a decretação da falência da LSH Barra Empreendimentos Imobiliários S.A. gerasse qualquer perda adicional aos planos administrados pela Entidade, uma vez que a operação já havia sido concluída antes da decisão judicial".
O SERPROS destaca que "no momento da alienação, o investimento já apresentava aproximadamente R$ 32 milhões em perdas contábeis adicionais registradas, além da desvalorização histórica das cotas decorrente dos aportes realizados no FIP (R$ 56,97 milhões), cujos efeitos vinham sendo reconhecidos contabilmente desde 2018 e amplamente divulgados aos participantes por meio do Painel de Governança de Investimentos, disponibilizado na área restrita, e nas Notas Explicativas das Demonstrações Financeiras".
Dessa forma, segundo o SERPROS, "a alienação das cotas do FIP LSH possibilitou a reversão das perdas contábeis adicionais registradas e contribuiu para evitar impactos adicionais ao patrimônio dos planos de benefícios administrados pelo Serpros".
No balanço geral da operação, faltou registrar um quadro claro sobre esse investimento: quanto investimos (a preços da época e de hoje), quanto poderíamos ter se o investimento tivesse sucesso ou se ele estivesse aplicado em papéis conservadores, e quanto perdemos efetivamente.
